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Para o filósofo E

MT 3702

duardo Jardim, o local é inspirador: o Salão Portinari do Palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio de Janeiro. 

Ao lado de um painel do pintor que dá nome à sala, no interior desse edifício representativo do Modernismo, construído entre 1937 e 1945, o professor da PUC-Rio conta por que decidiu estudar esse movimento cultural.

“Fiz Filosofia, mas tinha uma curiosidade grande pelas questões relacionadas à história da cultura brasileira. Então, no meu mestrado resolvi trabalhar o Modernismo com uma perspectiva filosófica”, explica Jardim. Desse trabalho nasceu seu primeiro livro, A brasilidade modernista: sua dimensão filosófica, de 1978, que será republicado este ano.

Nesta entrevista, o filósofo conta que descobriu aspectos “pouco explorados” ao organizar a cronologia do movimento e as direções que ele tomou. Fala ainda da importância de ter estudado Mário de Andrade, o autor que, em sua opinião, melhor formulou a doutrina moderna e que sentia uma profunda angústia por ver o movimento afastado da função social da arte.

Jardim defende que o Modernismo faz parte de “outra época”, mas sua importância para a História brasileira continua sendo insuperável: “Existe a permanência das ideias modernistas. Nada de tão forte veio substituí-lo”.